sábado, 20 de outubro de 2012

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS SURDAS


RESUMO:

COMO ENSINÁVAMOS ATRAVÉS DAS BRINCADEIRAS

(Elisangela Maria Godio Bertolli e Zuleika Rache)

ALUNAS: Joici Arruda Caetano e Viviane Paulo Nunes;

                  O artigo fala sobre experiências profissionais de duas professoras surdas do estado do Espírito Santo, precisamente da cidade de Colatina, durante o processo de alfabetização com alunos surdos e da importância deles como sujeitos. O objetivo desse trabalho é apresentar elementos fundamentais para o desenvolvimento do ensino aprendizagem dos surdos; Para qualquer sujeito a alfabetização não se dá apenas no ato de ler e escrever, é preciso considerar os conhecimentos prévios, a cultura e a comunidade dos surdos. O professor possui o papel de mediador durante as ações educativas sendo flexível sincero e gentil, para que seus educandos se entusiasmem. A vivência pessoal do professor surdo no período de alfabetização proporciona uma aprendizagem significativa pelo fato de saber como articular e respeitar o tempo para o aluno surdo, pois a alfabetização não se resume basicamente em decodificação e leitura de signos. É preciso haver formação permanente dos profissionais, tais como: grupo de estudo direcionado ao processo educacional da pessoa surda e aprofundamento na língua de sinais. O ambiente deve ser alfabetizador e criativo, pois a criança precisa ter contato com jogos, brincadeiras, histórias reproduzidas através de sinais que favoreçam o desenvolvimento de sua linguagem. A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) possui uma gramática própria e favorece a comunicação na comunidade surda e nos outros espaços sociais. O projeto desenvolvido pelas professoras de Colatina iniciou com quatro alunas surdas do 1º e 2º ano do ensino fundamental, onde eram meras copistas pelo fato da língua portuguesa não trazer sentido a elas. O plano de ação lúdico utilizando a linguagem de sinais, associado a alguns conteúdos e o contato com professoras surdas tornaram conhecidas das alunas importantes ferramentas de comunicação do sujeito surdo como: o alfabeto manual e o conhecimento da língua de sinais. Conclui-se que este projeto contribuiu no desenvolvimento das aprendizagens de crianças surdas e visa à troca de experiência contínua entre os profissionais surdos.
LOPES, Victor; Práticas Bilíngues: Caminhos Possíveis na Educação de Surdos. Espírito Santo: GM, 2010.

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