COMO
ENSINÁVAMOS ATRAVÉS DAS BRINCADEIRAS
(Elisangela
Maria Godio Bertolli e Zuleika Rache)
ALUNAS: Joici
Arruda Caetano e Viviane Paulo Nunes;
O artigo fala sobre
experiências profissionais de duas professoras surdas do estado do Espírito
Santo, precisamente da cidade de Colatina, durante o processo de alfabetização
com alunos surdos e da importância deles como sujeitos. O objetivo desse
trabalho é apresentar elementos fundamentais para o desenvolvimento do ensino
aprendizagem dos surdos; Para qualquer sujeito a alfabetização não se dá apenas
no ato de ler e escrever, é preciso considerar os conhecimentos prévios, a
cultura e a comunidade dos surdos. O professor possui o papel de mediador
durante as ações educativas sendo flexível sincero e gentil, para que seus
educandos se entusiasmem. A vivência pessoal do professor surdo no período de
alfabetização proporciona uma aprendizagem significativa pelo fato de saber
como articular e respeitar o tempo para o aluno surdo, pois a alfabetização não
se resume basicamente em decodificação e leitura de signos. É preciso haver formação
permanente dos profissionais, tais como: grupo de estudo direcionado ao
processo educacional da pessoa surda e aprofundamento na língua de sinais. O
ambiente deve ser alfabetizador e criativo, pois a criança precisa ter contato
com jogos, brincadeiras, histórias reproduzidas através de sinais que favoreçam
o desenvolvimento de sua linguagem. A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)
possui uma gramática própria e favorece a comunicação na comunidade surda e nos
outros espaços sociais. O projeto desenvolvido pelas professoras de Colatina
iniciou com quatro alunas surdas do 1º e 2º ano do ensino fundamental, onde
eram meras copistas pelo fato da língua portuguesa não trazer sentido a elas. O
plano de ação lúdico utilizando a linguagem de sinais, associado a alguns
conteúdos e o contato com professoras surdas tornaram conhecidas das alunas importantes
ferramentas de comunicação do sujeito surdo como: o alfabeto manual e o
conhecimento da língua de sinais. Conclui-se que este projeto contribuiu no
desenvolvimento das aprendizagens de crianças surdas e visa à troca de
experiência contínua entre os profissionais surdos.
LOPES, Victor; Práticas
Bilíngues: Caminhos Possíveis na Educação de Surdos. Espírito Santo: GM,
2010.
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