sábado, 20 de outubro de 2012

PROJETO DE EDUCAÇÃO POPULAR


PROJETO DE TRABALHO

TITULO DO PROJETO: QUEM SOU EU?
  1. JUSTIFICATIVA
            O Instituto A ensina as crianças e adolescentes a serem protagonistas de sua própria história. São atendidas neste espaço famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, situação de risco como o rompimento de vínculo familiar, pobreza, a falta de acesso às políticas públicas, diferentes tipos de violência, e em situação de rua. As atividades desenvolvidas abrangem grande parte da região leste de Porto Alegre, mas vou me deter ao atendimento desenvolvido na sede.
            Cada educador possui um perfil e uma formação específica, encontrei profissionais da teologia, biologia, educação física, música e pedagogia; essa gama de experiências compõe o quadro de educadores populares centro, o que se faz entender que estão ali por acreditar na importância de sua função no ambiente em que atuam, e na sua contribuição como agente participante do processo e não somente um atuante racional em meio à diversidade.
De acordo com Alves (1982) no livro “O educador: Vida e Morte” entre o educador e sua função existe uma estreita linha limitando-nos ao que fazemos do que realmente somos; o autor relata que para sociedade capitalista o profissional da educação é visto como um sujeito controlado que quantifica seus alunos e é aquilo que produz, tanto que nas avaliações nacionais, promoções, nos concursos públicos o que está inicialmente em questão são suas experiências intelectuais (cursos, livros, teses, artigos) contando ponto em sua classificação e não sua prática social. O educador trabalha com pessoas como ser indiferente perante as situações que media e presencia? Talvez essa seja uma justificativa plausível para má remuneração dessa classe profissional em nosso país. Por sermos “máquinas” com o sistema sempre em falha, considerarmos nossa ferramenta de trabalho, os educandos, dando vóz a seus sentimentos e emoções acabaram por nos envolver demonstrando nosso lado justo e humano e não como convém a política do consumo no qual mais é melhor; para o desenvolvimento econômico é cômodo que tratemos nossos educandos como números, mas a quantidade não quer dizer qualidade quando se trata de educação.
             Além dos grupos de SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos), existem parcerias da instituição com empresas particulares que fornecem verbas para o desenvolvimento das atividades de inserção dos jovens no mercado de trabalho. Exemplos desses são: coletivo Coca-Cola e o trabalho educativo; durante as observações pude perceber mediações de conflitos entre educandos e educadores, a partilha de soluções no grande grupo e a sintonia do quadro de profissionais; as situações de conflitos desgastantes que presenciamos em nossas escolas agora estavam presentes neste espaço informal de educação, e nem poderia ser diferente, presenciei o processo de construção dos princípios, o envolvimento integral da instituição na busca da igualdade de direitos, e a promoção de ações educativas como forma de reverter o quadro inicial que o indivíduo se encontra.
“Lido com gente e não com coisas. E porque lido com gente, não posso, por mais que, inclusive, me dê prazer entregar-me à reflexão teórica e crítica em torno da própria prática docente ou discente, recusar minha atenção dedicada e amorosa a problemática mais pessoal deste ou daquele aluno ou aluna”. (FREIRE, 1996,p144)
            A Educação Popular brasileira é responsável por formar sujeitos críticos e conscientes frente os acontecimentos de sua realidade, exemplo disso são os espaços pedagógicos não escolares que promovem a formação do sujeito partindo do seu direito de atuar como agente transformador e do reconhecimento de seus direitos e deveres, respeitando ao próximo perante a sociedade. Este projeto visa práticas de autoconhecimento e conscientização do papel positivo que podemos desempenhar nas relações sociais.
            É através do autoconhecimento que realizamos nossas escolhas com mais segurança, como descrevi anteriormente a instituição oferta possibilidades de inserção social á comunidade, todavia é preciso realizar estratégias de ação para a valorização das potencialidades do sujeito e por esse motivo viso contribuir com a realização do projeto: “Quem Sou Eu”, no  grupo I que é composto por crianças na faixa etária de 6 a 8 anos, que apreciam atividades físicas, são comunicativas, espontâneas e exercem sua autonomia positivamente aprendendo a resolver divergências a partir do diálogo. Essa competência permite ao educando tornar-se um cidadão consciente e com visão critica de mundo.
  1. OBJETIVOS
2.1  GERAL:
·        Valorizar os conhecimentos prévios do sujeito na construção de sua identidade;
2.2  ESPECÍFICO:
·        Reconhecer o papel do individuo na sociedade atual;
·        Desenvolver a conscientização de solidariedade;
·        Realizar práticas sociais para o autoconhecimento;
·        Conhecer seus direitos e deveres;
·        Solucionar conflitos cotidianos a partir do diálogo;
  1. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
3.1  CONCEITUAIS (aprender a conhecer):
·         Aspectos do individuo na sociedade atual;
·         Solidariedade;
·        Autoconhecimento;
·        Direitos e Deveres;
·        Conflitos cotidianos;
3.2  PROCEDIMENTAIS (aprender a fazer):
·        Construção do conceito de sujeito;
·        Identificação dos movimentos do corpo;
·        Conscientização dos cuidados físicos e sociais;
3.3  ATITUDINAIS (aprender a ser):
·         Compreensivo perante as ideais do outro;
·        Construtor de combinações para o bom convívio no grupo e na comunidade;
·         Autônomo na resolução de situações durante o curso e na vida em sociedade;
  1. METODOLOGIA
4.1  Situações Didáticas
·        Música;
·        Dança;
·        Confecção de materiais;
·        Contação de história;
·        Dramatização;
·        Jogos cooperativos;
·        Expressão Corporal;
  1. AVALIAÇÃO:
            Será avaliado o desenvolvimento integral dos educandos, ou seja, suas habilidades registradas e observadas, pois o aprendizado infantil é processual e não regrado, também será realizada uma avaliação no final de cada oficina pra que exponham suas ideias no grande grupo.
 
  1. REFERÊNCIAS
1 BRANDÃO, Carlos Rodrigues; O educador: vida e morte. Rio de Janeiro: Edições Grall, 1982.
2 COSTA, Beatriz; Para Analisar Uma  Prática de Educação Popular/Educação Popular: Um Depoimento. Rio de Janeiro: Vozes Ltda, 1981.
3 FREIRE, Paulo; Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
 
 
 
 

 

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